
8ºA SEMPRE SEMPRE!!!!!
Área Projecto dos alunos do 8ºA da Escola Básica 2,3 D. António de Ataíde. Supervisão da Professora Carla Augusto














De entre as obras recomendadas para leitura, começámos por Uma Questão de Cor, de Ana Saldanha.
Seguem-se algumas notas sobre a autora (fonte: Wikipédia) e os resumos elaborados por alguns alunos da turma.
Ana Saldanha (Porto, 1959 é uma escritora e tradutora portuguesa que possamos situar apenas no domínio da chamada literatura juvenil, embora a maioria dos seus títulos pareça dirigir-se à pré-adolescência e à adolescência.
Formação
Formou-se em Línguas e Literaturas Modernas (variante de Estudos Portugueses e Ingleses) em 1981, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Em 1992 fez o Mestrado em Literatura Inglesa em Birmingham e em 1999 doutorou-se em Literatura Infantil Inglesa e Teoria da Tradução na Universidade de Glasgow. Ensinou Inglês a portugueses do Porto e Português a ingleses de Birmingham e Glasgow.
Participou e apresentou comunicações em congressos no âmbito da Literatura Infanto-Juvenil.
Prémios
Pela sua obra recebeu vários prémios:
1994- Três semanas com a avó, romance juvenil, Verbo (menção honrosa do Prémio Adolfo Simões Müller)
1995- Círculo imperfeito, romance, Presença (Prémio Cidade de Almada 1994)
Uma questão de cor, romance juvenil, Edinter (recomendado pelo IBBY; seleccionado para as Olimpíadas da Leitura de 1996; finalista do Prémio Unesco de Literatura Infantil e Juvenil em Prol da Tolerância de 1997)
Obras publicadas
1994 - Três semanas com a avó, romance juvenil, Verbo
1995 - Círculo imperfeito, romance, Presença
1995 - Uma questão de cor, romance juvenil, Edinter
1995 - Num reino do norte, Umas férias com música e A caminho de Santiago (série Vamos Viajar), novelas juvenis, Campo das Letras
1996 - Ninguém dá prendas ao Pai Natal, conto infantil, Campo das Letras
1996 - Animais & C.ª (série Vamos Viajar), novela juvenil, Campo das Letras
1997 - Doçura amarga, romance juvenil, Edinter
1997 - Irlanda verde e laranja (série Vamos Viajar), romance juvenil, Campo das Letras
1999 - Cinco tempos, quatro intervalos, novela juvenil, Caminho
2000 - Para o meio da rua, romance juvenil, Caminho
2000 - Reedição de Doçura Amarga
2000 - Inclusão de poemas em Conto estrelas em ti: 17 poetas escrevem para a infância, Campo das Letras
2001 - Como outro qualquer, romance juvenil, Caminho
2001 - Inclusão do conto O Bazar dos Três Vinténs em Contos da Cidade das Pontes, Ambar
2002 - Um gorro vermelho e Um espelho só meu, novelas juvenis de uma nova série, Era uma vez... outra vez, Caminho
2002 - Reedição de Uma questão de cor, Caminho
Traduções (lista selectiva)
1995 - Longo caminho para a liberdade, autobiografia de Nelson Mandela, Campo das Letras
1998 - Uma História da leitura, de Alberto Manguel, Presença
1999 - Histórias assim mesmo, de Rudyard Kipling, Caminho
Profª Carla Augusto
RESUMOS:

1. Arrebatamentos (como controlar)
Tudo começou quando a Nina não queria ir jantar porque estava a acabar a sua paciência.
A mãe, muito sorrateiramente, entrou no quarto dela e ralhou por ela não ir jantar e por não ter feito os trabalhos de casa.
A mãe começou a culpar o pai por lhe ter dado um computador mas, na verdade, a culpa era dos dois, pois a prenda também foi dos dois.
Nina conta a história de, antes do Natal, já estar a perguntar aos pais o que ia receber e dos convites para estudar informática que tinha recebido antes de abrir os presentes.
O pai mandou a Nina fazer os trabalhos de casa, não havia jantar para ninguém mas, a mãe, achando que podia ficar para depois, disse que tinham de ir jantar.
2. Doença (diagnóstico de)
Eram sete e meia da manhã e o pai e a mãe já andavam a correr de um lado para o outro. Nina tentando fazer com que os pais tivessem pena dela rastejou para fora da cama e cambaleou até à porta, quand viu a mãe muito aflita. Nina pergunta à mãe o que se passava, ela não queria dizer, mas Nina insistiu tanto que a mãe acabou por dizer que a avó Olga estava no hospital. Tinha tido um ataque de coração.
O pai saiu para o hospital para ver a avó e Nina ficara em casa com a mãe e o primo Daniel.
Mais tarde o pai chega a casa muito zangado por os médicos não o deixarem ver a avó, nem diziam o estado dela, se estava bem ou mal!
Um tempo depois, o avô foi ao hospital. Já o deixaram entrar para ver a avó. A avó parecia bem e ficaram todos muito aliviados.
DANIELA VAZ
“Arrebatamentos (como controlar)”
A mãe de Nina descobriu que a filha levava muito tempo a jogar computador.
Um dia chamou Nina para jantar, mas esta não havia meio de descer. O jantar arrefecia. A mãe fez queixas de Nina ao pai. O pai não valorizou a situação, talvez porque fosse técnico informático. Enquanto Nina tentava saber junto da mãe qual seria a sua prenda de natal, o seu pai foi-lhe arranjar o computador, acabou-lhe a paciência. Nina ouviu a mãe comentar que o primo Daniel viria morar para sua casa e que iria dormir no escritório. A mãe obrigou Nina a ir acabar os trabalhos de matemática, mas, Nina teimosamente não os fez.
Ana Rita Monteiro
Diagnostico de…
A Nina acordou com o barulho que os pais faziam. O pai ia para o hospital para ver o que se passava com a mãe, e tranquilizou a filha.
A avó de Nina estava nos cuidados intensivos e quando o pai quis saber o que aconteceu com a mãe, ele foi mal tratado.
Lá em casa estava tudo mal, o pai estava a armar-se em racista e o Daniel não gostava. O avô consegue finalmente ir visitar a sua mulher e no final o pai ensinou a Nina a usar a base de dados.
Rafael Agua
“Doença(diagnóstico de)”
Eram sete da manhã e os pais de Nina já estavam a fazer barulho. Nina com o barulho que os pais faziam acordou, levantou-se da cama e foi a correr perguntar à mãe o que se passava. A mãe mandou-a para a cama, mas Nina insistiu e a mãe disse-lhe que a avó tinha ido para o hospital, mas para não se preocupar, porque estava tudo bem.
Depois, o pai foi ter com o avô Gerard ao hospital, onde foram tratados como ciganos ou como cães, como tinha dito o pai. O pai começou a criticar o hospital, mas a mãe disse-lhe que ele sabia que não era assim e que o hospital tinha muito boa reputação. Já lá para a noite, os médicos deram autorização ao avô Gerard para ver a avó.
Já em casa, todos suspiravam de alivio.
Nina, foi para a sala ver televisão, com o som no máximo, só para incomodar o seu primo Dany.
Dany, como resposta, levantou-se do sofá com ar de intelectual.
“Estupidez (como contornar a)”
Nina observava a conversa entre o seu primo Daniel, e o seu amigo Vítor. Ela não queria acreditar, que um amigo seu agisse daquela forma, só pela outra pessoa ser de cor diferente.
De imediato, Nina chamou a atenção de Vítor porque não gostou da forma como este tratou o seu primo.
O primeiro dia de aulas do seu primo não foi um grande sucesso.
Alguns amigos da Nina, fizeram várias perguntas acerca do seu primo e também alguns comentários desagradáveis.
Os comentários eram relacionados com a sua altura, a sua nacionalidade e principalmente pele sua cor.
Até a sua professora de história, fez alguns comentários, sobre o Daniel e a Nina não gostou nada.
Como respondeu à professora, foi ao conselho directivo, para falar com o professor Rodrigo, a quem pediu desculpa.
Nina, quando estava acompanhada pelo seu primo, estava constantemente a aborrecer-se com os outras porque, elas não o aceitavam na sociedade, por ser de cor.
Mas o que mais impressionou nina, foi o seu primo não dar resposta aos comentários que recebia por parte dos outros.
O seu primo Daniel, achava que não valia a pena falar, porque as pessoas não mudavam a sua maneira de pensar.
Catarina Torrão
Inferno (uma descida ao)
Nina estava aflita para ir à casa-de-banho, mas não pôde, pois Daniel encontrava-se lá dentro, fechado e agarrado ao telefone à quase uma hora. Daniel não queria revelar a Nina a pessoa com quem estava a falar e sobre o quê, deixando Nina cheia de curiosidade. O Daniel não aceitou o convite dado pelo Vítor a Nina e a Daniel, pois Vítor foi muito rude para ambos. Nina bem tenta convencer Daniel a ir, mas ele recusa-se. Quando Nina estava prestes a entrar no restaurante Inferno, onde se iria realizar a festa do Vítor, festa essa em que Daniel e Nina estavam convidados, chega Daniel que é logo recebido por um enorme pedido de desculpas de Vítor. Daniel aceita e tornam-se bons amigos, o que preocupa Nina, que ficou com medo de perder toda a atenção que Vítor lhe dava. A festa foi o máximo, tanto para Nina, que adorou a comida, a música e o diabo por quem foi escolhida, tanto para Daniel, que fez novos amigos e interagiu muito com as amigas de Nina. Mais tarde, Nina descobriu que quem tinha convencido Daniel a ir à festa, tinha sido a avó Olga.
Criancices (o que fazer em casos de ataques de)
Chegou o primo Daniel mais a sua mãe, a tia Lizbeth. A tia Liz era estrangeira e não falava português correcto, ainda por cima era fanática por bolachas, falando com a boca cheia nada se percebia. O primo Daniel era outra coisa, quase nunca dirigia a palavra a Nina e quando dirigia, era arrogante. O Daniel foi ver o quarto que lhe era destinado e como o que ele queria mais era voltar para casa e não ter que viver em casa de Nina, ele simulou um grande ataque de espirros e afirmou que tinha asma e não poderia viver num quarto cheio de livros. A tia Liz disse que eram só uns problemas respiratórios e a questão passou para Nina. Ou ela cedia o seu quarto ao primo ou ele ir-se-ia embora. Não é que ela se importasse, mas se recusasse a família iria olhar para ela com outros olhos. O que fazer?
Bocas (quando mandar) -ResumoNa turma de Nina, há um rapaz chamado Vítor. Ele é um daqueles rapazes que é bom em tudo. Segundo a avó de Nina, ele engraça com ela, mas ela não acha piada nenhuma. É Nina isto, Nina aquilo. Um verdadeiro chato. Mas tirando isso ele é um bom amigo e está sempre lá quando é preciso.Entretanto, Nina estava no quarto a jogar uns jogos de computador que o Vítor lhe tinha emprestado quando chegou a avó de Nina. Começam a falar e, a meio da conversa, Nina repara que a avó começa a ficar pálida. Podia impressão dela, mas toda a família achava o mesmo. Com tudo isto, faltava cada vez menos tempo para o primo Daniel chegar.
Cláudio Lopes
Herói (breve história de um)
O telefone começou a tocar e era para Nina, mas o telefonema era anónimo.
Nina, como não sabia quem era, queria desligar, mas depois veio a descobrir que era o Vítor, para a convidar a ir à festa dele no restaurante “Inferno”, mas ela disse que primeiro tinha de pensar. Quando voltou à sala estavam todos com um ar esquisito, porque já tinham aborrecido demasiado a avó.
Passado algum tempo, Nina tentou falar com o pai para que ele a deixasse ir à festa. Em vez disso foi julgada pelo comportamento que teve.
Ricardo Mendes

Quem diz que Amor é falso ou enganoso
Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
Ligeiro, ingrato, vão desconhecido,
Sem falta lhe terá bem merecido
Que lhe seja cruel ou rigoroso.
Amor é brando, é doce, e é piedoso.
Quem o contrário diz não seja crido;
Seja por cego e apaixonado tido,
E aos homens, e inda aos Deuses, odioso
Se males faz Amor em mim se vêem;
Em mim mostrando todo o seu rigor,
Ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de Amor;
Todos os seus males são um bem,
Que eu por todo outro bem não trocaria.
Luís de Camões
Gostei muito deste poema porque está muito bonito e porque é de um dos melhores escritores que ja conheci até hoje!!!
Ricardo Mendes
AMOR
Vem, anjo, minha donzela,
Minha’alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a vibração!
E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!
Álvares de Azevedo
Eu escolhi este poema porque me fez entender o que o amor realmente é.
Ricardo Ramalho
Esta vida não vivi
Será que na vida não vive
Quem na vida já viveu?
Ou será que terá vida
Quem nesta vida sofreu?
Eu que morri e que vivo
Dentro do mundo que passou,
Nos versos que não morrerão
Após rasgar a vida
Irão lembrar quem chorou
E esta vida não viveu.
Rogério Simões
Escolhi este poema, porque penso que é um poema interessante e tem a ver com uma parte do amor!
Paulo Renato 8ºA nº21
As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
Eu escolhi este poema de Carlos Drummond de Andrade porque achei-o muito interessante e também porque me tocou mesmo cá dentro do meu peito.
Bruno Batista
Pensei...
Pensei
...que sempre
que nunca
Pensei ...
que não havia fim
que não era assim
Sonhei
...que seria assim
que haveria um fim
que nunca
que sempre
Fechei
...para sempre
para nunca
para além de mim
para além dum sim
Abri ...
quando pensei que
Perdi ...
quando fechei o queSonhei ... mas
Descobri - TE
Daniel Rolo
Eu escolhi este poema porque gostei muito da sua estrutura e da forma como está escrito.
Rafael Agua
Cada Um
Cada um cumpre o destino que lhe cumpre,
E deseja o destino que deseja;
Nem cumpre o que deseja,
Nem deseja o que cumpre.
Ricardo Reis
Este poema além de confuso faz sentido, eu identifico-me com ele.
Cláudio Lopes
A dor de amar
Já foram cantadas em verso e prosa
As incoerências desse tal "amor"...
É um amargo-doce, dor deliciosa,
É tristeza alegre, é frio no calor.
E os sentimentos daquele que ama
Com fervor intenso, com obsessão,
Conforme a ciência já hoje proclama,
São fontes de stress, de flagelação.
Mas como viver sem curtir no peito
Esse stress vibrante e o sofrer de amar,
Delícias de ter um cúmplice perfeito,
Dores e prazeres de compartilhar?
E como ficar nas noites sombrias
Sem sentir na alma a amorosa brisa,
De um abraço amigo pleno de magias,
E do afago amante que nos realiza?
Se amar é sofrer... stress e flagelo...
Hão-de preferir nossos corações
O fascínio eterno de um doce libelo
A um destino insosso, pobre de emoções...
Oriza Martins
Eu escolhi este poema porque fez-me sentir o que na realidade estou a passar e sentir
Maria João
Senhora minha, se de pura inveja
Amor me tolhe a vista delicada,
A cor, de rosa e neve semeada,
E dos olhos a luz que o Sol deseja,
Não me pode tolher que vos não veja
Nesta alma, que ele mesmo vos tem dada,
Onde vos terei sempre debuxada,
Por mais cruel inimigo que me seja.
Nela vos vejo, e vejo que não nasce
Em belo e fresco prado deleitoso
Senão flor que dá cheiro a toda a serra.
Os lírios tendes nua e noutra face.
Ditoso quem vos vir, mas mais ditoso
Quem os tiver, se há tanto bem na terra!
Luís de Camões
Eu escolhi este poema porque e muito bonito!!!
Marco Silva
Nosso Amor...
Nosso amor é mar em fúria,
Que se acalma de repente…
Como brisa de outono,
Envolve e fascina a gente…
Nosso amor é cavalgada
De alazões na amplidão,
Colibris em revoada,
Espalhando emoção…
Tempestades de carícias
Emergem de nosso amor,
Tufões de incríveis delícias,
Ondas de fértil sabor…
É um misto instigante
De potência e ternura,
De aromas multicores,
De meiguice e loucura…
Nosso amor é inocente
Qual sorriso de criança,
São grilhões que nos enlaçam
Em amarras de bonança…
Cada abraço é um pedido,
O pedido, uma promessa,
De quem anseia doar-se,
De quem amar sente pressa...
Enfim…
….o nosso amor é assim...
Um viajante do tempo,
Que mescla adoravelmente
O passado e o futuro
Em nosso eterno presente…
Fernando Pessoa
Eu escolhi este poema porque neste momento estou tão apaixonada como o poema diz e faz-me sentir ainda mais apaixonada por todo o mundo!!!
Jéssica Moreira
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.·
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões
Gostei deste poema, porque tem muito haver com o amor, tem sentimentos …..ADOREI
Catarina Torrão
Amor que morre
O nosso amor morreu...
Quem o diria!Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta,
Ceguinha de te ver, sem ver a conta
Do tempo que passava, que fugia!
Bem estava a sentir que ele morria...
E outro clarão, ao longe, já desponta!
Um engano que morre... e logo aponta
A luz doutra miragem fugidia...
Eu bem sei, meu Amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer,
E são precisos sonhos para partir.
E bem sei, meu Amor, que era preciso
Fazer do amor que parte o claro riso
De outro amor impossível que há-de vir!
Florbela Espanca
Gostei deste poema porque fascinou-me logo que o li, não sei porquê…
Filipa Videira
Amor, que o gesto humano na alma escreve Amor,
que o gesto humano na alma escreve,
Vivas faíscas me mostrou um dia,
Donde um puro cristal se derretia
Por entre vivas rosas e alva neve.
A vista, que em si mesma não se atreve,
Por se certificar do que ali via,
Foi convertida em fonte, que fazia
A dor ao sofrimento doce e leve.
Jura Amor que brandura de vontade
Causa o primeiro efeito; o pensamento
Endoudece, se cuida que é verdade.
Olhai como Amor gera, num momento
De lágrimas de honesta piedade,
Lágrimas de imortal contentamento.
Luís de Camões
Gostei deste poema porque é original, é sentimental….
Daniela Vaz
O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...
São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.
São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma.
Fernando Pessoa, 5-9-1933
Escolhi este poema porque, dos poemas que eu li, foi o que mais gostei… Acho que é muito bonito e não tem palavras muito difíceis!...
Ana Rita Monteiro
O amor é o amor
O amor é o amor - e depois?!
Vamos ficar os doisa imaginar, a imaginar?..
O meu peito contra o teu peito,cortando o mar, cortando o ar.
Num leitohá todo o espaço para amar!
Na nossa carne estamossem destino, sem medo, sem pudor,e trocamos
- somos um? somos dois? -espírito e calor!
O amor é o amor - e depois?!
Alexandre O´Neill
Eu escolhi este poema porque é muito bonito. E este poema tem muito a ver com o amor.
Leandro Cação